quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um bom descanso em Córrego do Bom Jesus!


Vista Aérea de Córrego do Bom Jesus
Fonte: http://www.corregodobomjesus.mg.gov.br/

Conforme nossa última postagem, deixamos nossa amiga em Bragança Paulista e seguimos para Córrego do Bom Jesus, uma pequena cidade conhecida como “Cidade Santuário”. A fundação do povoado ocorreu entre 1865 e 1880 e seu fundador foi Joaquim Bueno de Morais, que doou um terreno para a formação do patrimônio de uma capela. A capela foi erguida em homenagem ao Senhor Bom Jesus, cuja imagem foi esculpida em Portugal por Manoel Soares de Oliveira e pintada pelo dourador João Teixeira, em 1873. Por ser uma cidade muito pequena, resolvemos parar em Cambuí para jantar em um restaurante que já conhecíamos, mas infelizmente (ou felizmente) estava fechado. Já estava ficando tarde e a nossa fome bem grande, então, ligamos para a pousada para saber se serviam janta, pois estávamos cansados para procurar um restaurante onde pudéssemos entrar com o Toby. A resposta não foi a esperada, mas a dona Cleide nos deu uma dica: o restaurante Teressa’s, em Córrego do Bom Jesus mesmo, e por sorte naquele dia estava aberto, pois abre somente de quinta a segunda. Que sorte! O jantar era MARAVILHOSO! Uma ótima dica para quem passar pela cidade. O interessante é a explicação sobre o nome no restaurante. O dono nos explica:” Se alguém perguntar onde jantaram nesta noite, vocês respondem: Não “teressa”!!! Eita coisa de mineiro uai! E a comida é boa “dimais da conta sô...”


RESTAURANTE TERESSA'S BAR
Rua Coronel Emiliano, 52 – Córrego do Bom Jesus-MG
Tel.: (35) 3432–1518

Depois  de uma boa janta, um bom descanso na Pousada Dona Marica. Durante a madrugada... Acordamos com uma luminosidade entrando pela janela. E lá estava ela, linda, maravilhosa e prometendo nos acompanhar no restante da viagem. É claro que foto de lua nunca retrata sua real beleza. Mas imagine, acordar durante a noite e ver o luar entrando pela janela...


Auuuuuuuuuu!

Foi daqui que eu vi a lua ontem!

O dia foi na pousada mesmo, descanso nas belas paisagens da pousada.
A Pousada Dona Marica é bem aconchegante e charmosa. Um bom lugar para relaxar.

http://www.pousadadonamarica.com.br/



Que sol delicioso!










O lugar é lindo mesmo...

Montanhas maravilhosas!

Ai ai!! ou melhor Au Au!!

No final da tarde, um passeio por Cambuí, cidade bem próxima. Para nossa surpresa, uma quermesse. Coisa boa! Jantamos por ali mesmo... 




Hummmm! Que delícia...

Nossa Senhora do Carmo - Padroeira de Cambuí
Voltamos para a pousada para descansar, pois no dia seguinte iríamos pegar estrada novamente rumo a Gonçalves. Aqui, quase interrompemos nossa viagem!!!

Lembramos que no quintal da pousada tinham algumas árvores frutíferas e entre elas, laranja e carambola, e resolvemos pegar a lanterna e “roubar” algumas frutas he he he  (que aventura) o Toby já estava cansado e ficou no quarto (ainda bem)! Andamos um pouco, pegamos umas frutinhas e vimos uma movimentação na casa... Comentamos sobre o que a Dona Cleide falou quando chegamos, que ela tinha um  cachorro grande .... etc...será que... exatamente... ela soltou o cachorro ai ai ai ... E era grande mesmo. E ele começou a vir correndo em nossa direção e nós...em alguns segundos nos imaginamos retalhados! O cachorro parou, nos cheirou dos pés à cabeça... e foi embora!
Bem, difícil foi andar até o quarto com as pernas bambas ...
E assim terminou nossa noite! Mas as laranjas estavam deliciosas!

Sentiremos saudades...Das árvores...Do cachorro não!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Monte Verde (MG) e o Museu da MPB

Depois do preocupante incêndio em Pedra Bela (SP) seguimos para Monte Verde (MG),um distrito de Camanducaia que fica a 30 km da Rodovia Fernão Dias.

Mapa rodoviário: acesso a Monte Verde

Chegamos já aproveitando todo o charme noturno da pequena cidade que parece um pequeno vilarejo europeu.  Sempre uma surpresa para quem chega à cidade pela primeira vez.



Parece casinha de boneca!


As vigias da loja!!

Atualmente grande parte dos 30 km já está asfaltada, mas quando fomos há uns 4 anos atrás, os 30 km eram de estrada de chão, e ...muitas curvas. Mas vale à pena!! O pequeno centro não tem muito o que fazer, e o comércio é bastante caro. As opções ficam por conta dos bares e restaurantes, que servem rodízio de fondues, das pousadas e do turismo de aventura nos arredores.
Ficamos na pousada Locanda Belvedere. Escolhemos esta pousada porque ficamos sabendo que nela tem um pequeno museu da MPB e ficamos curiosos para conhecê-lo. Na verdade este era o objetivo de nossa rápida visita à Monte Verde nesta viagem. Além é claro de levar nossa amiga, que não conhecia a vila. É claro que ela ficou maravilhada com o lugar!
O Toby curtiu muito a lareira da pousada, pois uma das características marcantes  de Monte Verde é a baixa temperatura. E o Toby não é muito fã do frio...


No dia seguinte, depois do café, já fomos conhecer o Museu da MPB da pousada, que possui um acervo de discos de vinil, vários objetos antigos, rádios, máquinas fotográficas, vitrolas, materiais audiovisuais e livros, muitos livros sobre música.
Um dos sócios da Pousada Locanda Belvedere é Roberto Lapiccirella, músico e pesquisador de MPB. Roberto organizou o livro Antologia Musical Popular Brasileira – As Marchinhas de Carnaval, gravou um LP (com músicas próprias, 1990) e um CD de marchinhas de carnaval (com o Bando da Rua, 1996). Organizou um site, que vale a pena fazer uma visitinha,  contando a história do carnaval brasileiro: http://aochiadobrasileiro.webs.com/ .
Quando o Toby viu  o acervo de discos de vinil  lembrou do nosso amigo Edu Pampani da Discoteca Pública de BH: http://www.discotecapublica.com.br/ .

 
Uma alusão à gravadora RCA ...


Ao som de Orlando Silva...

Quanta relíquia!!

Tô fascinado com tanto livro sobre música!


O Roberto dedicou uma música só pra mim!! Que honra...

Alô? Lupicínio Rodrigues?

Estacionamento da pousada Locanda Belvedere

Depois de conhecer o museu, mais um passeio curtindo o frio de Monte Verde!!






Depois do almoço, pegamos estrada e fomos até Bragança Paulista deixar nossa amiga no terminal rodoviário. Ela seguiu para Campinas (nos encontraremos no próximo domingo!) e nós seguimos para Córrego do Bom Jesus! Aguarde próxima postagem...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pedra Bela... e um incêndio!

No caminho para Monte Verde passamos por Pedra Bela, que é um município de São Paulo conhecido pela pedra do  Santuário que abriga a maior  tirolesa do mundo com aproximadamente 2 km de extensão (ainda não tivemos coragem de fazer...). A idéia era justamente pegar maiores informações para esta aventura!
Chegamos a Pedra Bela  e rumamos direto para o mirante. Uma parte da subida é feita de carro e outra parte à pé, subindo vários degraus de uma grande escadaria que leva até a igrejinha de onde sai a Mega tiroresa.


A visão daqui de cima é linda! Pena essa fumaça toda!
Logo que estacionamos o carro percebemos uma fumaça que vinha do início das escadarias e parecia o início de um incêndio.


O capim seco e o vento fez o fogo alastrar-se rapidamente e quando percebemos a fumaça havia tomado conta do mirante, o que nos desanimou  a qualquer possibilidade de fazer a tirolesa... Isso foi o de menos!
Quando começamos a subir as escadas, uma mulher acompanhada de sua filha observava a  paisagem comendo um picolé e como se nada tivesse acontecendo jogou o papel do picolé no chão e empurrou com o pé para fora das escadas derrubando entre as plantas que estavam prestes a serem devoradas pelo fogo! Uma atitude que nos revoltou. Que exemplo para sua filha heim!!
Preocupada com o fogo que aumentava a cada segundo nossa amiga liga para o 190 e o Corpo de Bombeiros de Bragança Paulista atende o telefone. Ela avisa sobre o incêndio e o Bombeiro diz que não sabe onde fica o mirante de Pedra Bela e não pode atender o chamado!!! Orienta para ligar para a polícia. !!??! Seria isso preguiça, má vontade ou incompetência?
Ela Perguntou então, quem atende os incêndios de Pedra Bela e ele diz que são eles mesmos, mas como não conhecem o mirante...  (???)
Diante do sentimento de impotência ainda tentamos apagar alguns focos mais próximos a algumas plantas verdinhas que clamavam por ajuda, mas o fogo era mais forte do que nós! As muitas pessoas que estavam ali pareciam não se importar com o que estava acontecendo.
Quando estávamos indo embora percebemos que o fogo já estava perto de uma casa. Batemos na casa, não tinha ninguém. Diante da revolta e da impotência, resolvemos seguir viagem, pois ainda tínhamos muito chão pela frente...
Não soubemos nenhuma notícia sobre o incêndio!